Ademir Rocha nasceu em Colina, estado de São Paulo, em 20 de junho de 1941, filho de Waldemar Rocha (alfaiate) e de Geny de Souza Rocha (costureira); aos 14 anos veio para São Paulo e concluiu o curso científico no Liceu Acadêmico de São Paulo com o propósito, não muito convicto, de cursar a Escola Paulista de Medicina, só que foi reprovado no vestibular, e, entre muitos candidatos, aprovado no curso de interpretação da EAD (Escola de Arte Dramática) onde se formou em 1962 aos 21 anos de idade. Seu sonho maior era o cinema, todavia, tão logo se formou na EAD, recebeu convites para trabalhar no teatro e na televisão, tendo, então, atuado em dezenas de peças e novelas, algumas das quais alcançaram imenso sucesso de forma a se perpetuar até os dias de hoje, como por exemplo “Dois perdidos numa noite suja”, encenada originalmente em 1965, onde contracenava com o próprio autor da peça (Plínio Marcos) e que ficou em cartaz durante 5 anos, tendo sido apresentada praticamente em todo o país; além desse sucesso participou de outros, como a remontagem de “Os ossos do barão” no TBC, e “Antígone” de Sófocles apresentado no Teatro Municipal de São Paulo. Nesse período trabalhou intensamente nas TVs TUPI, RECORD e GLOBO contabilizando nada mais que 27 novelas, 53 peças entre TV de Vanguarda e TV de Comédia, além de dezenas de comerciais. Como autor para TV encenou apenas 3 textos, todos para a série “Aplauso” da TV RECORD: “Tragédia de Amor”, “Ofélia” e “Cruz na pedra”. Como o definiu muito bem o jornalista Alvim Barbosa em sua coluna Retratos... “algumas pinceladas de azul forte e certos tons cinzentos determinam sua personalidade séria, gentil e silenciosa; aparentemente calmo, mas no fundo um romântico irrequieto que sonha com a glória e o sucesso cinematográfico”. Casado com Maria Apparecida Giuliano Rocha desde 1964, tem dois filhos, Alexandre Giuliano Rocha (engenheiro e economista) e Cláudio Giuliano Rocha (publicitário e restauranteur) e quatro netos (Rebecca, Ivan, Enzo e Chiara).
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